Ex-prefeito de Jaguarari dá calote em Consórcio Interfederativo de Saúde da Região de Senhor do Bonfim

“Saúde é prioridade”. Esse foi o discurso mais usual do ex-prefeito Everton Rocha ao tratar sobre os pilares de sua gestão. Na repetida fala, ecoava a impressão de extremo zelo em cuidar da preservação da vida dos habitantes deste município. Entretanto, tal preocupação não se vislumbra nos atos e comportamento de sua administração no decorrer do seu governo.

Em recente auditoria nas contas da Prefeitura, a Secretaria de Finanças do Município constatou mais uma série de atrasos que atingem diversos setores, entre eles: a Saúde, suposta “prioridade” do ex-gestor.

É de conhecimento público que Jaguarari, como os demais nove municípios do território de identidade do Piemonte Norte do Itapicuru, além de Itiúba, Queimadas e Cansanção, pertencentes ao Território do Sisal, compõe o Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Região de Senhor do Bonfim, especialmente no compartilhamento de recursos para a Policlínica Regional de Saúde, que visa prestar serviços de média complexidade na região em articulação com a Atenção Básica e hospitalar.

Para manter a unidade regional, em um custo mensal médio de R$800 mil, cada município consorciado, de acordo com o seu índice populacional, deve arcar proporcionalmente com seu percentual. A Jaguarari compete 9,07% desse valor, percentual que lhe assegura cotas nos atendimentos nos diversos serviços oferecidos na Policlínica.

INADIMPLÊNCIA – Consta em relatórios contábeis, fornecidos pelo Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Região de Senhor do Bonfim e assinado pelo diretor executivo do Consórcio de Saúde, Bruno Vieira da Silva, dívidas contraídas pela gestão de Everton Rocha no exercício financeiro de 2020, num total de R$ 415.371,47. O montante equivale ao Contrato de Programa (serviços proporcionalmente disponibilizados aos municípios consorciados) e Contrato de Rateio (custos para a manutenção da unidade).

Trata-se de uma gestão compartilhada, cabendo ao Estado da Bahia arcar com 40% e aos municípios consorciados 60% das despesas de manutenção do programa.

Causa perplexidade que, em meio a tantos problemas gerados pelo governo anterior, mesmo assim, o ex-prefeito insista na tese de que deixou dinheiro em caixa para arcar com despesas de pagamentos da Saúde de seu último mês de governo.

Quase MEIO MILHÃO DE REAIS, esta é mais uma dívida deixada pelo ex-prefeito Everton Rocha para o Município pagar.

“É obrigação de qualquer governante honrar com suas responsabilidades. Esse descompasso colocou em risco não só o pleno funcionamento da Policlínica Regional de Saúde, que tem gestão compartilhada entre Estado e municípios consorciados, que devem estar em dia com suas contrapartidas. Mais que isso: poderia comprometer a cota que compete a Jaguarari no atendimento a seus pacientes. Isso é grave! Felizmente, houve sensibilidade dos gestores daquela unidade de saúde em atender regularmente nossos pacientes, mesmo estando Jaguarari em atraso com suas responsabilidades financeiras, sem penalizá-los por erro de um gestor inadimplente”, afirmou o prefeito Antônio Nascimento.

 

Assessoria de Comunicação Social