Hospital de Jaguarari envia senhora asmática, sem COVID-19, para hospital do Subúrbio e revolta família

No último dia 19 de junho deu entrada na emergência do Hospital de Jaguarari uma paciente de 57 anos, moradora do Povoado de Varzinha, com crise asmática, crise essa que teve sua origem há cerca de 27 anos, e se agrava com o tempo frio.

A família, como sempre costumava fazer, quando a paciente apresentava este quadro, a trouxe para o Hospital de Jaguarari em busca de cura, mas não foi bem isso o que aconteceu. De acordo com o prontuário, a paciente chegou com a pressão arterial em 120x70 e saturação a 98%, menos de 24h depois, segundo consta no prontuário, a pressão arterial teria alterado para 160x100 e a saturação caído à 90%. Os familiares dizem que a paciente estava melhor do que quando chegou ao Hospital, porém a unidade de saúde diz o contrário, e assim acabou inserindo na regulação, para uma vaga em um Hospital de campanha fosse encontrada.

Um dos pontos controversos é que a paciente entrou na unidade de saúde às 8h06 do dia 19/06 com pressão arterial 120x70, saturação a 98%, cerca de 15h28 depois, mesmo não tendo COVID-19, conforme mostra o resultado do exame que saiu posterior a sua transferência para Salvador, tendo sido medicada durante todo o dia, no prontuário da regulação consta uma queda significativa da saturação (90%) e um aumento misterioso da pressão arterial (160x100), o que deixa vários questionamentos, tais como:

1.    O hospital forjou os dados para conseguir uma vaga via regulação e se livrar da paciente;

2.    Se havia a dúvida, quanto ser COVID-19 ou não, por que não foi realizado o teste rápido, nos mesmos moldes que estão sendo realizados por todo o município?

3.    Por que a família não foi informada do real estado de saúde, e dos procedimentos que seriam seguidos no Hospital Geral do Subúrbio?

4.    É normal a prática de enviar todo e qualquer caso suspeito, pelo Hospital de Jaguarari, para hospitais de campanha?

5.    Depois de terem acesso ao resultado negativo do exame da paciente, por que o Hospital de Jaguarari lavou as mãos e desamparou a paciente, permitindo que ela ficasse isolada em uma unidade de saúde de infectados, não estando ela com o vírus?

6.    Se a paciente vier a falecer, quem será responsabilizado por tamanha atitude irresponsável, a qual condenou uma mão de família a ser induzida ao caminho da morte, mesmo contra a sua vontade e de seu esposo e filhos?

7.    Quem consolará os familiares, que após terem sido persuadidos a entregarem a sua mãe para a morte, sob a ameaça torpe de uma profissional, que deveria zelar pela conservação da vida, de forma imprudente pode ter levado esta senhora a morte?

8.    Que atitude adotará o prefeito chamado de “zé dos caixões” contra a equipe que adotou tal “protocolo”?

9.    E a Justiça, que funciona porta a porta com o Hospital, ficará mais uma vez silenciosa?

10.  A Câmara, que assiste de camarote a miséria acontecer no Município, permanecerá em silêncio, em mais esse descalabro?

Segundo declarações dos familiares, a chefe de enfermagem “forçou” a transferência sob a alegação de que, caso a paciente rejeitasse a vaga, não mais teria direito caso viesse a necessitar. Ainda de acordo com familiares, a mesma enfermeira teria dito que a acompanhante, filha da paciente, teria acesso a mãe no Hospital da capital, casa de apoio e suporte, o que não aconteceu.

Vendo o abandono de sua filha, ao ser levada para o centro de tratamento de Coronavírus, a mãe chegou a comentar, preocupada, como a filha ficaria, já que não poderia ficar no hospital. Esta preocupação pode ter sido o motivo de um infarto seguido de cateterismo seguido da paralisação dos rins e hemorragia interna, relatou a filha na rádio Top Fm.

As últimas informações, obtidas com exclusividade através de uma fonte que pediu sigilo, na última quarta-feira, a paciente pediu para não ser entubada, mas, segundo o Hospital, fez-se necessário e o estado da mesma é grave.

O Hospital de Jaguarari, pode ter enviado uma senhora com crise asmática, sem a comprovação de COVID-19 à morte, e agora a família encontra-se revoltada com a postura do Hospital.

Será se, com estas decisões precipitadas, que demonstram total descaso com a vida humana e o sentimento de seus familiares, o Hospital de Jaguarari continuará a enviar pessoas sem a comprovação de Coronavírus para a morte, já que, em se tratando de pessoas idosas e acostumadas a está sempre com seus familiares por perto ficarão isolados, longe de tudo e de todos em estruturas preparadas para tratar reais portadores da COVID-19?