Até quando os heróis do hospital de Jaguarari suportarão, por falta de materiais, verem vidas se perderem?

A saúde, serviço prioritário amplamente difundido aos quatro cantos da Bahia, através de peças publicitárias pagas com o dinheiro do povo de Jaguarari, serve apenas para mascarar "as marcas de sangue" registradas mas mãos da atual administração "uma cidade para todos".

De vários povoados, distritos, ruas e localidades e da sede, ecoam os gritos de dor e desespero de um povo que sofre a perda de um ente querido por falta de atendimentos, exames, cirurgia, materiais. São pessoas enfermas lutando com as suas últimas forças para tentar recuperar a saúde; umas com a realização de rifas, bingos; outras com pedidos de ajuda em rádio, redes sociais; outras batendo na porta de vereadores, ex-vereadores, ex-prefeitos; todas oriundas do mesmo lugar: a porta da prefeitura de Jaguarari (secretaria de saúde).

Ainda no ano de 2017, na administração do prefeito atual, um médico usou as suas redes sociais para cobrar salários atrasados. O mesmo profissional chocou a todos quando disse que "estava cansado de ver velhinhos morrerem no hospital de Jaguarari por falta das mínimas condições para evitar as suas mortes". Na ocasião, apesar de ser sido divulgado por este blog, nenhuma autoridade local se mobilizou para, sequer, investigar o caso. 

Hoje recebemos mais um relato que as mesmas condições ora denunciadas em 2017, por um médico daquela unidade de saúde, continuam a acontecer e, o que as autoridades tem feito para evitar, ou ao menos amenizar tais situações?

Não bastasse tantos descasos, tomamos conhecimento que uma senhora residente no distrito de Pilar sofreu um acidente doméstico e foi levada a Sala de estabilização, ao chegar lá foi recomendado passar pelo ortopedista, que solicitou um raio x, todos realizados na rede particular porque o município está há quase seis meses com o equipamento quebrado e ortopedista na rede municipal... Detectada com um "trincamento" no fêmur e por ser idosa e diabética, a recomendação foi aguardar em casa o surgimento de uma vaga em uma unidade avançada para o tratamento do caso. Por conta das dores, a família teria levado a paciente a Sala de estabilização, que a encaminhou para o hospital de Jaguarari, a fim de aguardar a regulação. Devido as condições, foi solicitado da família que LEVASSE FRALDAS DESCARTÁVEIS, mas as fraldas compradas foram recusadas pela enfermagem do hospital sob a alegação que o modelo não era o "padrão", sequer foi levado em consideração as condições financeiras da família.

É esta a saúde de qualidade que foi prometida à população de Jaguarari, que ver milhões entrarem nas contas da prefeitura?

Até quando as demais autoridades deste município fingirão não saber de nada?