Por 8 votos a favor e 5 contrários ao parecer do TCM, prefeito de Jaguarari passa “limpo” pela Câmara de vereadores

Em Sessão realizada na tarde desta quinta-feira, 7 de novembro de 2019, com o objetivo de julgar e votar as contas do prefeito Everton Rocha (PSDB), referentes ao exercício de 2017, o chefe do executivo que foi alvo de diversas investigações [maior parte delas em curso e sem decisões, ainda] por parte do Ministério Público e também pela própria Câmara, viu sua desastrosa atuação com a aplicação dos recursos públicos passar “limpo” frente ao posicionamento dos fiscais e representantes do povo jaguarariense.

As contas em tela, que foram reprovadas inicialmente pelo TCM, acabou sofrendo uma alteração após apresentação de pedido de reconsideração por parte do gestor, vindo a ficar “aprovada com ressalvas”, mas que poderiam ser reprovadas pelo Legislativo municipal, que outrora acompanhou de perto os inúmeros escândalos e desserviços à população pelo então prefeito Everton Rocha.

Em matéria veiculada pela assessoria de comunicação da prefeitura municipal, o prefeito comemorou a postura daqueles que durante os processos de cassações foram achincalhados, acuados, esculhambados, taxados de traidores e até acusados de formação de quadrilha. O gestor disse que “o município está sendo administrado com seriedade” e que seu governo sempre buscou “empregar o uso dos recursos públicos em favor da população”.

Visto as mais estapafúrdias justificativas apresentadas por parte dos edis, com fulcro a convencer a população de que seus votos faziam jus a uma opinião política, ficou a sensação explícita de que o chefe do executivo (prefeito) pode “pintar e bordar” com o dinheiro público, inclusive massacrar a população municipal com todo e qualquer ato de corrupção sem a menor preocupação quanto a aprovação de suas contas.

Se todos os atos lesivos, segundo investigações do MP e as três cassações praticadas pelos próprios vereadores não forem argumentos e provas suficientes para rejeitar a prestação de contas de um gestor com inúmeras suspeitas de malversação do dinheiro público, o que seria necessário para tal?

Para derrubar o parecer do TCM, eram necessários dois terços dos votos, ou seja, 9 (nove). Votaram pela aprovação das contas os vereadores: Neném do Catuni, Franco Melo, Josimar Zuza, Reges do Joel, Louri da Barrinha, Dourival Borges, Paulinho Morgado e Márcio Gomes. Já os vereadores Budé, Zé Galego, Val do Jacunã, William Rogers e Marcos Quito se posicionaram pela reprovação.

Ilustração: ASCOM-PMJ