Direção de Escola Municipal de Jaguarari tenta se explicar de denúncia e se enrola no Português, errando até mesmo o nome da secretaria de educação

Após ser denunciada por suposto tratamento desumano que teria cometido contra servidores da área de serviços gerais, a direção da Escola Municipal João Ferreira Matos (veja aqui), emitiu uma "nota de esclarecimento", com a intenção de tentar desmentir a denúncia aonde foi publicada em redes sociais. Acontece que a nota, que diz ser em nome da equipe gestora da referida escola acabou expondo erros grotescos, como por exemplo pontuação, acentuação, concordância e até mesmo o nome da secretaria de educação foi escrito de maneira errada, erros que a maioria dos alunos do ensino fundamental não costumam cometer.

Já no cabeçalho da "nota" a palavra "DEPORTO" aparece no lugar de DESPORTO, mesmo assim, a secretaria usa o termo "ESPORTE" e não desporto.

Palavras como por exemplo: EQUÍVOCO, TOMARÍAMOS, TAMBÉM, DÚVIDA, PRINCÍPIOS, CARÁTER, FARÍAMOS, HIPÓTESE e DISCÓRDIA, aparecem sem a acentuação gráfica, um erro primário raramente cometido por pessoas instruídas.

A "nota" também deixa transparecer que quem a escreveu não conhece a simples regra do singular/plural, observado no trecho "QUAISQUER ATITUDE QUE VIOLASSE OS DIREITOS DOS NOSSO FUNCIONÁRIOS". O correto não seria "quaisquer atitudes ou qualquer atitude"? E "homenagear aos professores", aprenderam em qual regra?

A concordância também foi "assassinada". Quando a "nota" diz: "SOMOS EDUCADOS PARA TRATAR O FAXINEIRO DA MESMA FORMA QUE TRATAMOS O PRESIDENTE, POIS PARA NÓS, O VALOR HUMANO ESTÁ NO CARATER (escrito sem acento na 'nota') E NÃO NO TRABALHO QUE REALIZAM", realizamos seria o correto para a concordância do sujeito oculto "nós" com o verbo "somos". Uma "nota" digna de uma direção altamente preparada para ocupar tal cargo.

Ainda no parágrafo acima citado é mencionado que o respeito à pessoa humana depende da educação que recebe, como se apenas as pessoas que passam pelo processo educacional fossem educadas para tal, ignorando que independa da personalidade e caráter de cada um ser ou não respeitoso para com os demais.

As pérolas são inúmeras, mas a "nota" fecha com "dez", em um parágrafo sem conexão, sem concordância e com a demonstração de total despreparo de quem a escreveu, sem contar o texto todo escrito em "caixa alta", demonstração cristalina de que quem a escreveu estava em um estado emocional totalmente alterado. Levando-se em conta que o objetivo seria "explicar" o que não foi explicado, os convites dos auxiliares de serviços gerais jogados no lixo, "gritar" através das palavras à sociedade, enseja pensarmos que coisas piores ocorrem naquele ambiente escolar.