"Dona Maria" acusada como maior traficante da Bahia é transferida para o Conjunto Penal de Juazeiro

Informações da 17ª Coorpin dão conta de que nesta quarta-feira foi transferida para Juazeiro Jasiane Silva Teixeira, conhecida popularmente como ‘Dona Maria’, oriunda da COE, em Salvador, onde estava custodiada.

Dada sua periculosidade, tendo em vista ser supostamente integrante de facção, equipes da Polícia Civil, Rondesp e Cipe Caatinga efetuaram a escolta, da Agrovale, onde a aeronave pousou, até o Complexo Policial de Juazeiro, onde fez exame de lesões corporais no DPT e posteriormente foi encaminhada ao Conjunto Penal de Juazeiro, onde ficará custodiada até ulterior deliberação.

Participaram da ação 16 Policiais Civis, em 04 viaturas; equipes da Coordenadoria Regional, DTE, DH, DRFR e 1ª DT de Juazeiro, além de guarnições da RONDESP e PETO e guarnições da CIPE CAATINGA.

A missão foi devidamente cumprida e Jasiane se encontra no Módulo Feminino do Conjunto Penal de Juazeiro, onde ficará em cela individual, conforme solicitado pela 17ªCoorpin e atendido pela Direção do Presídio.

A “Dama de Copas” do Crime

Natural de Vitória da Conquista (distante 527 km de Salvador), Jasiane iniciou sua incursão no mundo crime em 2008, quando foi presa com o então marido Bruno de Jesus Camilo, o Pezão, sob suspeita de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Em 2009, a Justiça concedeu a ela o benefício da liberdade provisória. Pouco tempo depois de sair da cadeia, ela foi acusada de participar da execução de um agente penitenciário em Jequié, no sudoeste baiano. Conforme investigação policial, o crime atendeu a um pedido de Pezão, que, no ano seguinte, também deixaria o cárcere provisoriamente.

À época, o casal passou a viver no município de Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia. Ali, segundo investigações, continuou a traficar drogas até 2014, ano em que Pezão acabou morto em um confronto com policiais.

Jasiane, por sua vez, conseguiu escapar ilesa. Viúva, teria assumido a liderança da quadrilha até então comandada pelo marido e, em sua homenagem, batizou o grupo criminoso de Bonde do Neguinho. Foi quado passou a figurar como a “Dama de Copas” do chamado Baralho do Crime da SSP baiana – ferramenta que reúne os criminosos mais procurados do estado.

Fonte: 17ª Coorpin