Vereadores e Presidente da Câmara de Jaguarari divergem e leitura de denúncia contra prefeito acontece com apenas 5 vereadores na Tribuna

A Sessão da Câmara de Vereadores de Jaguarari, que aconteceu nesta quinta-feira, 13, tinha na Pauta a leitura de denúncia de suposto cometimento de crime político-administrativo contra o prefeito Everton Rocha, determinada por medida liminar da Justiça. A situação chegou a este ponto após o Presidente Márcio Gomes desistir de um recurso que mantinha Everton afastado do cargo. Com isso, a liminar do Presidente do TJBA, Gesivaldo Britto, voltou a ter efeito e a Casa teve que levar novamente à estaca zero, em um processo que já havia julgado e condenado o gestor por contratação e pagamento dos veículos Montana e Doblô.

Antes do início da leitura, o vereador Valdemilson Vieira (Val), alegando amparo no Regimento Interno pediu vistas do processo, seguido dos vereadores Adenir Bonfim (Neném, do Catuni), Josimar Zuza, Marcos Paulo (Quito), Paulo Morgado, José Gonçalves Filho (Zé Galego) e William Rogers, sendo todos os pedidos indeferidos (negados) pelo Presidente Márcio Gomes. Com esta atitude arbitraria, segundo os vereadores requerentes, os 7 vereadores abandonaram a Tribuna em ato de protesto e garantiram que levarão o caso ao Ministério Público.

Mesmo estando com apenas 5 edis presentes, número inferior ao que determina o Regimento, que é a maioria simples, ou seja, 7 vereadores, Márcio Gomes deu continuidade a Leitura e votação da denúncia, sob a justificativa que não poderia descumprir a ordem judicial. E assim prosseguiu.

Após a leitura, os vereadores remanescentes discursaram e votaram contrários a aceitação da denúncia, foram eles: Franco Melo, Dourival Borges, Louri da Barrinha, Reges do Joel e Márcio Gomes. Assim, com 5 votos contrários a aceitação da denúncia, a mesma foi arquivada.

Segundo informações, os vereadores que abandonaram a Sessão acionarão o Judiciário para derrubar a decisão, segundo eles, imposto pelo Presidente Márcio Gomes.