No 462º dia do “governo uma cidade para todos”, faltaram médicos, professores, limpeza pública. O caos foi generalizado por todo Jaguarari

O conflito político e jurídico que Jaguarari vive, desde que o prefeito eleito Everton Rocha (PSDB), passou a ser alvo de acusações e denúncias de crimes variados, frente a administração pública, tanto pelo Ministério Público, quanto pela Câmara de vereadores, fez com que os interesses pessoais se sobreposse ao interesse social. O prefeito Everton Rocha, que se diz vítima de perseguição política, foi cassado três vezes pelos vereadores e afastado por 180 dias em um processo de investigação conduzido pelo MP, que também conduz vários outros, em curso, contra o gestor. Enquanto esteve fora do poder, Rocha travou uma briga incessante na Justiça, até que na última quinta-feira, 01/11/2018 conseguiu a última decisão, em caráter liminar, para retornar a cadeira, o que se efetivou nesta segunda-feira, 5.
Já em seu primeiro dia, Everton publicou três Decretos, um deles exonerou todos os funcionários comissionados e consequentemente todos os contratados, o que causou uma verdadeira bagunça na educação municipal, pois sem os cargos nomeados e os contratados, as escolas não teriam a mínima condição de funcionar.
Na limpeza pública, outro problema. A coleta de lixo na sede não aconteceu de forma homogênea, ruas ficaram cheias de lixo. No interior, a situação foi ainda pior, uma cena de abandono tomou conta dos distritos.
Na área da saúde, a mais sensível de todas, foi ainda pior: os postos de saúde da família simplesmente não tiveram atendimento, pois os médicos não se arriscaram em comparecer, com receio de não receber por estes dias trabalhados, sem contar que os funcionários que atuam nas unidades, em diversas áreas e que eram contratados ou comissionados, foram demitidos em massa, sem a menor preocupação para com a população.
Outro alvo indiscriminado das demissões e rescisões contratuais, afetou pacientes de todos os cantos do município, em especial aqueles mais pobres que dependem de carros da saúde para serem conduzidos à emergência do Hospital Municipal, como relatou uma senhora da Fazenda Traíra ao vivo no jornal da rádio do atual prefeito.
A maioria dos estudantes da zona rural, que estudam na sede do município, também ficaram sem aulas. Sem transporte definido, aqueles que estudam na sede ou nos distritos não puderam ir à aula e as professoras que ensinam na zona rural não tiveram como chegar às suas salas de aulas.
Outra reclamação, inclusive feita na rádio, foi a respeito da Copa Rural, evento esportivo iniciado pelo departamento de esportes em 23/10, mas que foi suspenso e não há data para retornar.
Com toda esta bagunça, o município de Jaguarari, no 462º dia de administração do prefeito Everton Rocha, viveu mais um dia de pleno caos.
O Ministério Público e a Câmara de vereadores estão observando toda a falta de planejamento e ausência dos serviços públicos, para em breve dá uma resposta à sociedade que nada tem a ver com os conflitos políticos.