Jaguarari: Em relatório de 837 páginas, Tribunal de Contas dos Municípios aponta irregularidades que podem reprovar as contas do ex-prefeito Everton Rocha, deixá-lo inelegível e passivo de devolver milhões de reais aos cofres da prefeitura

A partir de hoje, sábado (15/09/18), o BLOG JAGUARARI ONLINE levará ao conhecimento da população de Jaguarari e toda a região, detalhes obtidos em primeira mão, do extenso relatório de Inspetoria do órgão estadual e fiscalizador da aplicação e comprovação dos recursos financeiros do município, TCM – Tribunal de Contas dos Municípios, referentes aos 12 primeiros meses da administração do ex-prefeito, cassado e afastado, Everton Carvalho Rocha, onde são apontadas, em suas 837 páginas, inúmeras irregularidades, as quais o inspetor, em seu comentário, diz: “O Gestor não comprovou ter adotado as diligências para regularizar o(s) achado(s) de auditoria apontado(s). Cuida-se de ACHADO AUTOMÁTICO gerado pelo SIGA, que se não foi sanado automaticamente pelo próprio SIGA, é porque a irregularidade persiste.
Nesta primeira parte, mostraremos que o ex-prefeito, que a todo instante enfrenta a decisão do MP e TJ-BA, bem como as cassações (03) impostas em longos processos de denúncias, investigações, julgamentos e cassações, pelo Legislativo Municipal, retornar ao comando do erário público, independente das acusações e irregularidades apontadas em seus meses de governo.
Conforme detalhes abaixo do relatório oficial obtido, o chefe do executivo, Everton Rocha, deveria, por Lei, ter repassado a Câmara de Vereadores, para o pagamento de suas despesas com funcionários, agentes políticos e prestadores de serviços, mensalmente, o valor de R$ 240.920,00 (duzentos e quarenta mil e novecentos e vinte reais), no entanto só fez o repasse de R$ 237.709,25 (duzentos e trinta e sete mil, setecentos e nove reais e vinte e cinco centavos), ou seja, valor inferior ao determinado em Lei, nos três primeiros repasses e no quarto, repassou valor (R$ 250.552,25) superior ao determinado em Lei (R$ 240.920,00), segundo o documento do SIGA - Sistema Integrado de Gestão e Auditoria - Módulo de Análise.
Qual seria a intenção do gestor, neste caso apontado pelo inspetor: causar dificuldades à gestão da Câmara, forçando-a a subordinação ou erro primário de uma equipe incompetente?