Jaguarari: "Uma casa dividida"

Uma casa dividida contra si mesma não pode permanecer”, iniciando este artigo com a celebre frase de Abraham Lincoln, me sinto à vontade para discorrer sobre a atual política de Jaguarari.

Bem sei que “toda unanimidade é burra”, como falou Nelson Rodrigues (hoje estou um pensador que nem acredito), mas, oposição não é igual a desejo de que as coisas deem errado para esse ou aquele gestor, e sim, a formulação de críticas construtivas para que as coisas possam andar dentro de uma normalidade e conforto.

O que vemos hoje no município são polos temáticos que trabalham assim: polo “A”(aquele do ex-gestor que foi cassado) qual deseja que as coisas não aconteçam ou aconteçam de forma errônea para que possam dizer “o povo tá sofrendo por causa de quem aí está”; o polo “B” (do ex-gestor que está inelegível conforme a lista do TCM-BA) aderiu a política do centro não se “envolve”, não apoia as ações publicamente, e se precisar criticar duramente o faz, é aquele que segue para o “lado que o vento sopra”; e finalmente tem o polo “C” aquele que está no governo com o gestor atual, cometendo erros (as vezes mais sérios), porém tentando acertar e consertar inclusive os erros causados pelos seus, mas existem muitas limitações até mesmo pela condição de chegar no meio da “festa” e ter que tocar músicas que não programou, com músicos também que não ensaiaram com ele.

Não estou tirando nenhuma responsabilidade desse ou daquele, pois, quando eles ascendem ao poder máximo do executivo municipal, sabem que de um jeito ou de outro terão muitas dificuldades.

A municipalidade não é uma “empresa familiar privada”, o gestor precisa lembrar que ao invés de colocar pessoas da família no seu conselho de governo (como os que tinham os filhos, o irmão e a esposa ou mesmo tios e voluntários dando as ordens). Ele (o gestor) precisa ter no seu secretariado e conselho, técnicos capacitados e prontos para em determinados momentos dizer o que não se quer ouvir, e, até mesmo oferecer possibilidades de remédios ruins e amargos ao contrário de dizer apenas aquilo que ele quer ouvir.

Apesar de ser um João Ninguém que segue a vida passo-a-passo e nunca se perde desse compasso, sei bem que a tarefa de ser chefe do executivo nesse país é árdua e cheia de percalços, por se tratarem de cargos técnicos-políticos, mas a população sempre merece o melhor tanto do executivo como do legislativo.

Então indo contrariamente ao que prega o adágio popular “se conselho fosse bom era vendido e não dado de graça”, me ouso a aconselhar a população para parar de lutar por causas que sequer sabem ao certo o que é, ou seguir simplesmente aquilo que “dizem” e se juntarem para fazer levantarem de novo sua casa que é Jaguarari.

Blog do João Ninguém