Jaguarari: A maldição da cadeira

Boa Pessoal! Para iniciar de forma leve esse blog que todos os dias estará comentando os mais diversos assuntos ou trazendo a visão de um João Ninguém sobre os mesmos, resolvemos falar sobre a tal “Maldição da Cadeira”, um “mal” que a mais de nove anos, assola todos aqueles que sentam na cadeira de prefeito do município de Jaguarari. Não vou me ater a regras de bom português, concordância ou mesmo da formal linguagem jornalística, que antes de tudo me obrigaria a ser objetivo. Vou apenas transcrever para o papel minhas impressões. Mas voltando a tal “maldição da cadeira”... essa semana me perguntaram se ela existia, eu na minha santa inocência disse: “eu realmente não sei, pois jamais sentei nela na condição de prefeito”. Mas o grave nessa conversa é que aquela pessoa simples, de coração puro identificou que nos últimos anos, os três prefeitos que passaram, foram atingidos, o primeiro que ascendeu ao cargo, um homem de igreja, membro efetivo do terço dos homens (uma agremiação religiosa séria acima de qualquer suspeita), depois de eleito foi visto pela comunidade em geral como alguém que se tornou pouco sociável, e restrito a gabinetes, tendo sua popularidade caído tanto que o fez um quase recluso na sede do poder executivo. Aí chegou aquele radialista cujo perdeu uma eleição e logo depois continuou a atender o povo na sua rádio, chegando a se tornar uma das pessoas mais carismáticas do município. Claro que, seu trabalho social, e, seu carisma e todas as pretensas soluções que alardeou nas ondas do rádio o levaram a uma eleição memorável, porém, logo ao sentar na cadeira e fazer a pose, as coisas mudaram, o radialista sociável e solicito com as pessoas, tornou-se alguém arrogante que mal ouvia e via seus amigos, inclusive daí em diante criando um “círculo” em torno de si, onde apenas opinavam com poder sua esposa, seu irmão mais próximo e aquele que ele acreditava ser organizador de ideias. Daí em diante, o prefeito que antes atendia em sua rádio se fechou na sua residência, onde despachava e definia o destino do município, muito indo para a capital, pouco ficando no município e quando visto no meio do povo, apenas fazendo fisiologismo e diferente daquilo que era anteriormente, tornando-se segundo as pessoas que o acompanhavam, uma pessoa indelicada e demagoga conforme sua necessidade e quem o via. Inclusive, colocando seus erros pessoais, nas costas de outros. Claro que sempre usando sua rádio, mas esse afastamento apenas rendeu para esse, seu afastamento do posto máximo do executivo municipal. Então, chegou o terceiro, esse, um homem jovem, versado nos caminhos da Lei, nascido e criado no Pilar, local onde viveu por grande parte da sua vida, tendo inclusive a promissora carreira como tributarista, podendo até ser considerado um dos grandes de sua geração. Porém, aconteceu que por motivos óbvios (ele ser nascido no Pilar que é um distrito cidade), ele foi escolhido para ser o vice-prefeito daquele radialista carismático. Mas, o destino é estranho e como eu já disse antes, quando o dito radialista ascendeu ao poder a primeira coisa que fez foi colocar o jovem segundo no esquecimento, não oferecendo nenhuma função a ele, e o colocando de forma indireta no “exílio político” na capital. Mas, o jovem vice, vendo os desmandos que aconteciam, algumas vezes volta ao município e solicitamente estarrecido, não se furta de fazer duras críticas ao governo, bem, seguindo o caminho que a Lei permite, os edis caçam o radialista, que entre outras coisas, está sendo acusado de crimes contra a administração pública (mas isso é para outra conversa), assim, o jovem vice assume o poder, aí entra em cena mais uma vez a tal “maldição” da cadeira, e, aquele menino nascido em Pilar chega ao ponto de questionar um amigo de infância na rua, se o mesmo “teria marcado hora para falar com ele?”, ou de fazer com que velhos amigos de luta fiquem por horas a fio esperando numa antessala aguardando (mesmo com agenda marcada com o Alcaide). Aí mais uma vez nos encontra um amigo em comum, e este dispara a celebre frase: “Rapaz... o jovem prefeito foi pego pela maldição da cadeira... olha para os servidores como se fossem vassalos que estivessem em degraus inferiores... e age com todos de forma muito ríspida...” Será que a tal “maldição da cadeira” existe??? Essa é uma pergunta que ainda não sei responder, porém, a cada dia fico mais crédulo. Agora categoricamente eu posso afirmar, que no caso específico do jovem prefeito, ele a cada dia comete mais erros, entre eles abandonar aqueles que efetivamente gostam dele e o apoiaram em todos os momentos, agora se cercando de pessoas descompromissadas com ele e o povo, e até mesmo de pessoas da velha guarda, de um tempo arcaico que nada entendem de administração pública ou relações interpessoais, complicando mais ainda a vida do jovem. Enfim se a maldição existe, e eu acredito que exista, pegou o jovem (infelizmente), e agora para quebrá-la necessita de fato uma real mudança de atitude, algo que antes de tudo necessita disposição e coragem, pois o povo pode aguentar um bom “não” mas detesta um mau “sim” ou a indelicadeza de sequer ouvi-lo, pois, o SERVIDOR público (e isso que é um prefeito), tem a obrigação mínima de ouvir a todos, e não, colocar terceiros que nada tem a ver com o executivo como interlocutores. Mas a questão daqueles que nada tem a ver com o executivo vou discutir depois. Para que não restem dúvidas, essa é a opinião de mais um João Ninguém que pode até estar errado, mas coloca para todos o seu ponto de vista. Seguindo a vida passo-a-passo sem nunca se perder desse compasso que vai e vem.

Fonte: http://joaoninguem.lavilleconsulting.com.br/index.php?