Como vou votar? A Vida no Império da Incerteza

Hoje eu queria falar de algo que vivencio... A incerteza eleitoral.
Ser um Joao Ninguém me deixa numa posição confortável, pois vejo neste momento diversos candidatos a diversos cargos públicos me procurarem, passar por mim nas ruas e falar comigo, quando em geral nem sabem que existo, mas, esses candidatos apenas me deixam mais confuso, já que eu não tenho a mínima noção de quem merece me governar em todos os níveis ou mesmo me representar nas casas legislativas.
A incerteza é muito grande, vejo uma gama de “antigos políticos” que se profissionalizaram em ficar no poder, pouco fazem para o município e menos ainda pelas pessoas, e agora voltam como paladinos da justiça, por outro lado tem os novos que ainda não foram testados e não apresentam o mínimo conhecimento do que é o setor público, estes muitas vezes chegam ao poder inocentes, achando que “poderão fazer” algo em prol do povo, mas logo descobrem que as coisas não funcionam como o “achismo” que eles tinham. Mas trazendo para o lado prático da coisa, e mais concreto nós podemos observar de forma apartidária que a situação eleitoral é a constatação que nossas opções estão por demais limitadas .Os candidatos a presidente que estão se apresentando são:
Um ex-capitão do exército que pensa de forma retrograda, aquém do nosso tempo e com vieses de homofobia, misoginia, armamentista e se apresenta como “defensor da família”, uma família que é pura e simplesmente patriarcal, onde a mulher é vista apenas como uma pessoa submissa e improdutiva. Para piorar, eu vi num vídeo publicado (por partidários desse candidato) numa rede social que sequer este candidato sabe a população do estado da Bahia e seu eleitorado, colocando-o como “uma pequena província”.
Outro candidato, aquele que seria o mais bem colocado, está preso em Curitiba, esse é um populista que transformou um projeto que transformaria o mais humilde, retirando-o da condição de extrema pobreza para a reinserção num posto de trabalho produtivo, porém, por indicação de um de seus asseclas mais próximos, ele (o tal pré-candidato preso), transformou num programa assistencialista destrutivo. Falo isso porque já vi pessoas na semana que saí o pagamento deste programa, recusar trabalho porque “a semana está garantida”. Além do mais, já foi provado por “A+B” que este é um no mínimo um alienado administrativo, já que seus partidários sempre dizem que “ele não sabia de nada...” sobre os crimes praticados pelos seus partidários e até mesmo familiares.
Tem também uma candidata que veio lá do Acre, mulher de história triste, que muito lutou, mas que, jamais apresentou algo de concreto para o Brasil, inclusive sumindo do cenário político quando perdeu as últimas eleições, mostrando que por vir de escola daquele candidato que está preso, aprendeu muito bem e desenvolveu simplesmente um “plano de poder”. O ex-governador que está se apresentando, este na minha humilde visão (de João Ninguém), apenas estará marcando espaço para num segundo turno negociar seu apoio para algum dos lados. Finalmente os nanicos, eles sempre são candidatos para embolar o meio de campo e negociar benefícios próprios, e manter-se na mídia, um exemplo de quem são é aquele que desde 1992 se apresenta como candidato a presidente, tendo apenas uma única passagem por mandato como deputado em 1988.
Mas como um bom João Ninguém eu trago a análise para meu campo próximo. Vocês já observaram o governo da Bahia como está sendo disputado? A incerteza é latente, uma vez que, o candidato governista a reeleição, está nesse momento “desovando” para os municípios tudo aquilo que estava previsto a algum tempo, coincidentemente nesta época pré-eleitoral, aglutinando ainda mais prefeitos que vivem iguais a filhotes de pássaros de bico aberto, implorando alguma coisa para alimentar sua administração. Quando observo o candidato oposicionista, penso que este foi colocado aí como “boi de piranha”, este era prefeito do maior município da Bahia, foi deputado, porém sua atuação sempre foi muito regionalizada e pouco difundida no estado, ele muito parece com um outro conterrâneo que nos anos 1980 do nada apareceu substituiu o candidato que faleceu num acidente de helicóptero, claro que naquela época a situação era outra, existia uma comoção geral, mas, a situação de tampão é bem similar, afinal, como a Bahia toda sabe, o candidato era outro, aquele que tem o DNA do saudoso político mais amado (e odiado) do estado. Inclusive, conforme informações de fonte da assessoria desse candidato, tal mudança ocorreu porque houve uma perda de municípios chave. Claro que eu (o João Ninguém), jamais saberei ao certo o motivo.
Quantos aos outros candidatos ao governo da Bahia, um é do partido eternamente esquerdista e os outros, de partidos nanicos, que igualmente a questão da presidência, estão aí para negociações.
Mas como estou me alongando muito, vem a questão do senado que será disputado por deputados que tem uma atuação muito regionalizada e um ex-governador que está sendo investigado por questões ligadas ao pré-candidato a presidente preso, na minha visão nenhum deles mostraram ainda para que é que vieram.
Finalmente e isso sim para que possamos pensar e repensar, vem a questão dos deputados federais e estaduais, estes que os prefeitos mais enfiam pela goela abaixo do povo, muitas vezes para garantir seus benefícios, assim contribuindo para a manutenção de uma oligarquia familiar, onde o mais importante é manter alguém da família com mandato. Temos que estar muito atentos para que não votemos errado, afinal um erro na urna nos remete a uma confusão político-administrativa onde quem sofre é o município e sua população.
E eu, que eu sou um pobre João Ninguém que segue a vida passo-a-passo e nunca se perde desse compasso, sugiro que você se questione qual o deputado você votou e o que ele fez pela sua comunidade?