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Jaguarari-Ba: Serra dos Morgados sediará o Iº Encontro Regional de Estudantes em Ecologia Humana


A Sociedade Brasileira de Ecologia Humana (SABEH) e o Programa de Pós-graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (PPGEcoH), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), realizarão o I Encontro Regional de Estudantes em Ecologia Humana (EREEH). Com o tema, “Ecologia Humana é quando você fala com a Natureza e escuta o Eco dela” - fala do Cacique Afonso Pankararé -, o evento acontecerá na Serra dos Morgados, em Jaguarari – BA, no dia 03 de junho, e contará com a participação do Reitor da Uneb, Msc. José Bites, e do pós-doutor em ecologia humana, Geraldo Marques, que ministrará uma conferência sobre Ecologia Humana e Questões Raciais. 

Na ocasião, alguns livros serão lançados, entre eles, a obra “Ecologia Humana em Ambientes de Montanha”, desenvolvida pela pesquisadora Amazile López, do Rio de Janeiro, sob a supervisão do Dr. Juracy Marques, idealizador do programa de ecologia humana da Uneb. Segundo o coordenador do PPGEcoH, Dr. Carlos Alberto Santos, trata-se da primeira obra resultante de estágio pós-doutoral, no mestrado de ecologia humana, que, além disso, é pioneira, no Brasil, ao tratar da ecologia humana em ambientes de montanha. “É um privilégio termos essa primeira abordagem, no país, em territórios semiáridos”, comenta. 

De acordo com Juracy Marques, o engajamento da comunidade PPGEcoH, na área da ecologia humana, ultrapassa uma década, considerando-se as atividades da especialização, idealizada em 2007, que se converteu no mestrado.  “Este momento, referente ao lançamento do livro ‘Ecologia Humana em Ambientes de Montanha’ e ao primeiro encontro de egressos do curso de Ecologia Humana, que faremos na Serra dos Morgados, comunidade estudada no livro pela Dra. Amazile López, será um momento de celebração”, afirma.  

Para a presidente da SABEH, Alzení Tomáz, o EREEH será um momento histórico na ecologia humana da região, ao propiciar o encontro entre os mais de 100 mestres formados, os atuais mestrandos, a comunidade camponesa da Serra dos Morgados e o Dr. Geraldo Marques, que contribuiu significativamente para a construção dos conhecimentos no campo vasto da ecologia humana. “É assim que construímos ecologia humana no Semiárido Brasileiro”, explica.

A Ecologia Humana

Mas, afinal, o que é a ecologia humana? De Acordo com Juracy Marques, ecologia humana nada mais é que um campo de conhecimento que estuda a espécie humana e suas interações com a natureza. O termo ecologia humana ficou mundialmente conhecido a partir de 1920, com os trabalhos de sociólogos da Escola de Chicago, nos Estados Unidos, particularmente, Robert Park, nos seus estudos sobre as cidades como ecossistemas. 

Porém, existem várias pesquisas, na América Latina, envolvendo as comunidades humanas com seus ambientes. Nessa perspectiva, destacam-se países como o Paraguai, que, de 1988 até 1990, implantou o projeto de formação em Engenharia para a Ecologia Humana na Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Nacional de Assunção (UNA) e criou, em 2016, a Sociedade Científica de Ecologia Humana do Paraguay (SOCIEHP), assim como centros de investigação, a exemplo do Laboratório de Paleoecologia Humana da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina; o Laboratório de Ecologia Humana do Centro de Antropologia do Instituto Venezuelano de Investigação Científica; o Instituto de Ecologia Humana do Chile; o Departamento de Ecologia Humana do México, onde é oferecido um mestrado na área, entre outros.

No Brasil, tem ênfase a SABEH, fundada em 20 de agosto de 2012, a partir do trabalho desenvolvido no PPGECoH da Uneb, o qual foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 2009 e é um dos poucos que resistem em toda a América Latina. “Cada novo ecólogo humano, que é formado, integra uma espécie de ecorrede de pensadores adisciplinares comprometidos com o sentido da vida no seu sentido amplo, ao qual está ancorado o destino da nossa espécie”, explica Juracy Marques.

Ainda conforme Marques, os contatos com países latino-americanos, em eventos internacionais realizados no Brasil, em Portugal e no Paraguai, demonstraram a necessidade de consolidação das relações, o que levou à criação da Rede Latino Americana de Ecologia Humana (RELAEH,) ocorrida em setembro de 2016, em Assunção, Paraguai, da qual fazem parte nove países: Brasil, Paraguai, México, Bolívia, Portugal, Porto Rico, Espanha, Nigéria e Chile. “No fundo, o que mais me agradou na Ecologia Humana é que ela propõe uma leitura do mundo, da cultura humana, fora das caixinhas das disciplinas, pois a realidade da nossa espécie é sempre complexa e requer modelos sistêmicos para sua análise. A cada dia que passa, diminuímos a solidão dos ecólogos humanos do mundo”, finaliza. 

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